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Como o Big Data pode apoiar no orçamento empresarial

Fred Zibell Sem classificação 0 Comments

Hoje em dia tem sido um desafio muito grande entender as tendências e as demandas do mercado. Até mesmo o instinto empreendedor de muitos gestores e proprietários de empresas não está sendo suficiente para definir com assertividade o caminho a ser trilhado pelas empresas que, em muitos casos, também contam com uma gama de dados históricos internos, o que pode contribuir para a tomada de decisões, sejam elas envolvendo ou não o orçamento empresarial.

Falando de uma forma geral, o Brasil e o mundo estão atravessando um momento crítico para praticamente todos os negócios. Internamente, além de uma recessão considerada técnica se desenhando, o mundo também está acompanhando uma estagnação, causada principalmente pela guerra comercial criada entre os Estados Unidos e a China. Muitos investidores já deixaram o Brasil desde janeiro de 2019. Estima-se algo em torno de R$ 19 bilhões.

O que nos resta fazer diante desse mundo tão dinâmico e do excesso de informação? Uma boa opção é desenvolver ou utilizar alguma ferramenta que nos permita buscar o maior número de informações, nas mais diversas fontes, sejam elas internas ou externas, e que possam de alguma forma ser úteis para a organização. 

Através desta mineração de dados, podemos explorar informações das mais diversas fontes internas. Já utilizando tecnologias de Big Data o potencial de exploração é exponencialmente maior, utilizando fontes de dados externas maiores e não estruturadas. A quantidade aumenta consideravelmente à medida que novos meios digitais aparecem para gerar dados não só a cada dia, mas a cada minuto, segundo. O Cruzamento destas informações gera muitos insights e podem levar a tomada de decisões estratégicas de uma organização.

Para ilustrar um pouco mais e termos uma ideia da quantidade de informações que são geradas a cada minuto, separamos alguns dados gerados pela empresa DOMO. Confira na imagem:

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Fonte: https://www.domo.com/learn/data-never-sleeps-7

Como conectar tudo isso com o planejamento orçamentário?

Pelo Big Data é possível identificar informações para entender ou prever o cenário do mercado, as necessidades de determinado público, entre outras análises. Já existem alguns conceitos formados de como deve ser feita essa “mineração”. O quadro abaixo retrata de forma simples os passos, processos KDD e Data Mining.

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Fonte: https://infovis-wiki.net/wiki/Knowledge_Discovery_in_Databases_(KDD)

É até difícil imaginar o volume de informações coletadas e o tamanho do repositório onde são guardadas. Mas precisamos admitir que é uma realidade. Segundo o especialista em Ciência de Dados, Daniel Bernardo, “estes dados mostram que a quantidade de dados gerados pela humanidade é realmente muito impressionante. Sem dúvidas isto vem revolucionando a maneira como vivemos e como trabalhamos. Pensando nisso, empresas já enxergam os dados como um ativo estratégico para obtenção de vantagem competitiva. Contudo, coletar, armazenar, processar e obter insights desta montanha de dados é um grande desafio, o que pode exigir uma adequação na cultura das empresas e das pessoas responsáveis pelas tomadas de decisões destas”.

Exemplificando de uma forma um pouco mais estruturada, o que é importante considerar no orçamento empresarial:

a) Buscar nas mais diversas fontes de informações, sejam internas ou externas, dados que possam ser úteis para a organização.

b) Catalogar por área de interesse estas informações:

1 – Mercado;

2 – Produtos;

3 – Tendências: mercado interno e mercado externo;

4 – Política regional e estadual: incentivos, retirada de incentivos, investimentos do governo;

5 – Política federal: incentivos, retirada de incentivos e investimentos;

6 – Política internacional: tendências de abertura/fechamento de mercados;

7 – Consumidor;

8 – Logística;

9 – Informações sobre o clima;

10 – Investimentos Externos;

11 – Financeiras: variação nas taxas de juros e dinheiro disponível no mercado de ações;

12 – Novas tecnologias;

13 – Startups.

c) Com o conhecimento adquirido, desenvolver uma “metodologia para tomada de decisões”.

d) Com as variáveis, simular cenários para checar a consistência das informações que geraram o conhecimento.

e) Minimizar o tempo operacional dos gestores.

f) Maximizar o tempo para tomada de decisões.

Depois de tudo isso, cabe aos gestores traçar a melhor estratégia para buscar as informações certas e transformá-las em conhecimento. Após, com o conhecimento adquirido, devem criar variáveis que possam afetar positivamente no resultado. Para medir todos os efeitos das variáveis, o ideal é investir em uma ferramenta que permita criar um número ilimitado de cenários em todas as peças que compõe o orçamento empresarial e, com isso será mais fácil tomar uma decisão assertiva. A Handit possui uma solução completa e flexível para o planejamento econômico e financeiro da sua empresa. Permite fazer inúmeras projeções e previsões com base em premissas e variáveis, minimizando o tempo operacional dos gestores e maximizando o período para a tomada de decisões.

fred-blog-handit-plan-orcaFred Zibell
Com mais de 30 anos de vivência em controladoria, acumulou sua experiência como gestor de contabilidade e finanças em empresas multinacionais. Contador, possui especialização em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas, além de sua expertise na área de tecnologia da informação.

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